sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O CHORO DA CRIANÇA MISTERIOSA

Na localidade de Pontal Alegre, em Quixeramobim, existia um morador que se chamava Sr. Doca. Conta-se que ele andava muito pelos arredores da fazenda onde morava, quando ouviu um barulho que mais parecia choro de uma criança, esse som vinha da beira de um riacho.
Neste instante, o Srº Doca ficou desesperado com o choro que ouvia e saiu à procura do suposto bebê. Quanto mais se aproximava do som, mais a criança chorava. Quando ele chegou à beira do riacho, não ouviu mais nada, apenas sentiu um forte arrepio em seu corpo.
Poucos minutos depois, ele ouve outro choro, só que desta vez, do outro lado do riacho. O Sr. Doca saiu correndo, ao mesmo tempo que ouvia o som, quanto mais corria, mais o choro o perseguia, até chegar em casa, onde tudo era silêncio.
Dias depois desse episódio, o Sr. Doca descobriu que há cem anos, uma mulher abandonou uma criança naquele riacho, que falecera de fome e frio. Muitos outros relatos do choro misterioso começaram a ser comentados na região, mas depois que uma missa foi rezada, acredita-se que o espirito da criança descansou em paz.

O HOMEM DA MOTO E AS ALMAS

Conta-se que, na comunidade de Castelo, em Quixeramobim, um homem passava de moto por um alto, quando, de repente, perdeu o controle da moto e se acidentou terrivelmente. De imediato, o homem veio a óbito, seu rosto ficou desfigurado e seu corpo com várias fraturas. As primeiras pessoas que o encontraram tentaram prestar os primeiros socorros, mas já era tarde.
Alguns dias depois, um cidadão ia passando pelo mesmo local do acidente, quando, de repente, avistou uma figura horripilante: um homem aparentemente acidentado em cima da mesma moto envolvida no acidente. Era noite e não dava para reconhecer o condutor da motocicleta, porém quando o homem se aproximou, viu uma figura cadavérica e completamente ensanguentada. O homem saiu às pressas e bastante assustado. Por se tratar de uma pequena vila, logo a história se espalhou e, vez ou outra, as pessoas ainda costumavam se deparar com esse terrível ser.
Até hoje, ouve-se essa história na localidade e acredita-se que o local ficou marcado por uma maldição. O fantasma em sua moto habita a região ecoando gritos de dor e espalhando medo por aqueles que o encontram.

LÁ NO AÇUDE DA COMISSÃO

Há alguns anos, próximo ao bairro da Vila Eloi, mais precisamente no açude da comissão, ouvia-se muito falar em seres horripilantes. Vez ou outra, as pessoas relatavam histórias de seres que apareciam na parede daquele açude, os mais comuns eram os espíritos. Já houve até relatos de discos voadores e da aparição da tão famosa perna cabeluda. O tempo se passava e mais assombradas as pessoas ficavam.
Em uma certa ocasião, as pessoas viram um padre andando na parede do açude que misteriosamente sumiu. Assustadas, as pessoas que o viram correram.
Pouco tempo depois, outro grupo de pessoas passava pelo mesmo local, mas dessa vez, viram apenas a cabeça do padre boiando, imediatamente entraram em pânico e, como o outro grupo, saíram correndo. Com o passar dos anos, outros relatos surgiram. As pessoas viam o espírito do padre ou sua cabeça boiando no açude da comissão.


OS PODERES DO LIVRO DE SÃO CIPRIANO


Em meados dos anos DE 1960, contava-se uma história muito popular no bairro da Maravilha, município de Quixeramobim. Naquele bairro, havia um homem chamado Antonio Chico Brilhante que no passado, foi membro do grupo de cangaceiros de Virgulino, o famoso Lampião. As pessoas que residiam naquele bairro contavam que havia um grande mistério em torno daquele homem.
Seu Chico, sempre que era perseguido ou estava em perigo transformava-se em um toco, assim, nunca era capturado. Para conseguir tal proeza, usava magias do livro de São Cipriano.
Os mais antigos contam que este livro foi condenado pela Inquisição Católica por tratar-se de um livro de magia negra. Possuía capa preta e descrevia rituais de ocultismo, receitas e explicações sobre magia negra.


AS ALMAS DA IGREJA MATRIZ

Em meio à grande seca que devastava os sertões de Quixeramobim, nos anos de 1845 e 1846, conta-se que o vigário interino daquela época escreveu uma carta ao presidente da provincia informando que não sabia o número de mortos que a seca havia acometido na região, pois muitos dos que moravam em lugares distantes da vila não vinham enterrar os corpos na Matriz. No lugar em que os mesmos morriam, eram enterrados. Conta-se ainda que, nesta seca, morreram mais de 500 pessoas, em sua maioria, crianças. Era costume, naquela época, dar sepultura ao mortos no "no Sagrado" e só exitiam, naquele tempo, a Igreja Matriz de Santo Antônio, capelas e algumas casas de orações.
A Matriz de Santo Antonio serviu por mais de 100 anos como cemitério aos paroquianos. Em suas paredes grossas de pedra e sal existiam diversas catatumbas. No piso também havia inúmeras sepulturas. No decorrer dos anos, o povo dizia que a Matriz era mal-assombrada, pois muitos afirmavam terem visto almas penadas, de pessoas enterradas no local.
Na mesma época, os moradores da cidade queriam construir suas casas próximas à Matriz, no entanto a Câmara municial não permitiu, decretando que ali deveria ser contruída um praça, pois, com o sol forte e os grandes ventos, os moradores iriam sentir o mal cheiro dos cadáveres. Na mesma ocasião, a Igreja do Rosário e a Igreja do Bonfim também enterravam pessoas na suas depedência, geralmente os mais pobres, já que não existia cemitério em Quixeramobim.


O MISTÉRIO DA AVENIDA 13 DE JUNHO


Quem já andou, à noite, pela avenida 13 de Junho, em Quixeramobim, certamente não mais voltará ao local após ouvir o relato abaixo.
Durante a madrugada, mais precisamente a partir das 3 horas, os moradores dizem ver uma mulher misteriosa que aparece na esquina entre a rua 13 de Junho e o antigo Centro Maternal. Tal aparição tem o aspecto de uma velhinha assustadora, com cabelos brancos e uma corcunda. Ela passeia durante a madrugada, vestindo a roupa de hospital; a mesma carrega um soro e persegue quem passa por ela.
Muitos dizem que esta pobre é uma alma atormentada que escolheu a avenida 13 de Junho, porque no local residem muitos funcionários do Hospital Regional de Quixeramobim e quando viva, ela foi muito maltratada pelas enfermeiras por conta de ser portadora de uma doença contagiosa.


O MUTANTE DA NENELÂNDIA

No distrito de Nenelândia, havia um rapaz considerado muito tímido e estranho. O mesmo estudava na escola da cidade e os professores sempre estavam preocupados, pois o mesmo não participava das aulas, ficava sempre no cantinho da sala, muito quieto. A única diversão do jovem era visitar a sua professora, ele chegava a sua casa e ficava como na escola, quieto, sem dizer uma palavra sequer.
Uma certa noite, a professora foi fazer o mingau de sua filha e percebeu que algo andava por cima do telhado de sua casa, logo pensou que fosse algum gato. Na mesma noite, um enorme cachorro atacou as pessoas que estavam na calçada de sua rua, o pai da professora acertou um golpe nas patas do animal a fim de espantá-lo.
No dia seguinte, a professora foi para escola, como era de costume. Ao chegar à sala de aula, deparou-se com o aluno e notou que o mesmo estava com a perna enfaixada. O garoto aproximou-se da professora e começou a falar:
  • Professora, eu fui a sua casa ontem à noite.
  • Ontem a noite? Você está enganado! - disse ela com surpresa.
  • Fui sim, e fiquei em cima do telhado vendo a senhora fazer o mingau de sua filha.
Seu pai atacou-me e machucou minha perna!
O jovem prosseguiu falando muito rápido e nervoso, ele confessou que desde os sete anos de idade transforma-se em um enorme cachorro. Apenas a mãe e o pai do garoto sabiam deste segredo. Todos ficaram bastante impressionados e o jovem não foi mais às aulas, pois ficou seriamente doente.
Meses depois, o jovem faleceu devido a problemas renais; uma semana, depois seu irmão também veio a falecer devido ao mesmo problema.