sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O HOMEM DE VÁRIOS INSTINTOS


Na fazenda Normal, situada na vila de Uruquê, em Quixeramobim, aconteceu um fato no mínimo intrigante. Conta-se que, nos idos de 1960, um certo homem que morava na cidade de Bela Ponte mudou-se e foi residir na fazenda mencionada; os mais idosos do local contam que ele transformava-se em diversos animais.
As pessoas daquela localidade ficaram sabendo de tal habilidade do homem e, por isso, tinham medo dele. O mesmo tinha hábitos muito estranhos e quando a penumbra da noite caía sobre o distrito, começava-se a ouvir sons estranhos de vários bichos; a população já ficava em alerta, pois sabiam que as transformações haviam começado.
Aquele ser estranho se transformava em diversos animais, como porco, jumento, cavalo, cachorro e até jacaré, animal incomum no sertão. Já não bastasse essas transformações, os habitantes daquela localidade também contaram que viram aquele assustador homem comendo ossos humanos atrás de sua residência.
Certo dia, o homem, transformado em bicho, correu atrás de uma mulher, que na verdade era sua própria esposa. Apavorada, a pobre moça subiu na primeira árvore que viu e não notou que abaixo de onde estava havia uma coivara¹. Quando a pobre mulher foi descer da árvore, acabou se acidentando naquela armadilha, ficando com a mão aleijada. A mulher contraiu uma doença, porém ninguém ia visitá-la com medo de seu marido. Assim aquele casal desapareceu daquele distrito e nunca mais ninguém ouviu falar nele.

A CASA DOS SUICIDAS

No pequeno interior de Quixeramobim, chamado Descanso, localizado após a Vila de Uruquê, existia uma casa grande, com vários quartos, salas e cozinhas, mas algo estranho acontecia por lá.
O Sr. Deoclécio Chaves da Silva e sua esposa, a Sra. Maria Natividade Fernandes contam que acontecia algo sobrenatural na casa, que não o deixava dormir à noite, pois ouviam barulhos das panelas caindo no chão. Quando iam olhar, tudo estava em seu devido lugar. Viam também fogo nos punhos das redes, e o pior eram quando coisas do além vinham e tiravam as redes do armador, derrubando os netos que, assustados, choravam à noite toda.
O Sr. Deoclécio conta que, um certo dia, estavam todos sentados no alpendre; aos poucos, foram saindo e ele ficou sozinho por lá, quando de repente ouviu algumas pisadas estranhas; olhou para um lado, olhou para o outro, porém não viu nada; sentou-se novamente e sentiu algo assoprar no seu ouvido.
Ele ficou muito assustado e diz que, até hoje, lembra das coisas estranhas que aconteciam naquela casa. Atualmente, a casa está abandonada. Muitos ex-moradores relatam que os feitos sobrenaturais que ocorrem por lá são devido à primeira família que a construiu e por lá morou por muitos anos. Todos da família se suicidaram na cozinha e os espíritos ficam vagando na casa, atormentando todos que pretendem morar por lá.

A CASA MAL-ASSOMBRADA


Por volta da dácada de 1970, na localidade de Quixeramobim, conta-se que em uma certa ocasião, morreram quatro pessoas de uma mesma família, restando apenas um homem, não querendo morar sozinho na casa da família, mudou-se e começou a alugar a casa para outras pessoas.
A primeira família que alugou a casa não durou muito tempo, pois por lá coisas estranhas aconteciam, como panelas que voavam, vultos que assobiavam, além de vozes e gemidos.
Tempos depois, outra família alugou a casa. Desta vez, uma jovem logo começou a vê os espiritos que assombravam a casa; ela via o espírito de um homem, uma criança, uma mulher e uma senhora.
Toda noite, na hora de dormir, ela deixava a luz acesa, e logo depois vinha o espírito de uma senhora já idosa e apagava a luz.
As panelas voltavam a cair no chão e todas as portas do guarda-roupa se abriam, fazendo um barulho assustador.
Certa vez, ela fechou os olhos e, ao abrir, viu a velha ao seu lado. Imediatamente ela levantou-se desesperada e propôs a sua família irem embora daquela casa.
A jovem e sua família decidiram ir embora e até hoje poucos tem coragem de dormir na casa mal assombrada.

A METAMORFOSE DE FRANSQUINHA

Há muito tempo, quando a cidade de Senador Pompeu era apenas uma pequena vila, conta-se que uma moça muito bonita trabalhava com seu pai, homem muito rico que possuía uma fazenda bem farta; o homem temia apenas as cabras dos vizinhos, que todo dia passavam pela cerca e destruíam as suas plantações. Chamava-se Antônio e um dia teve a idéia de colocar Fransquinha, sua filha, para pastorar as cabras para que estas não pudessem invadir a fazenda.
Fransquinha, cansada de tanto pastorar cabras valentes, acabou tendo uma ideia junto com seu irmão. Os dois furaram os olhos das cabras, assim elas não enxergariam a cerca e não destruiriam as plantações. Dias depois, foram encontradas todas as cabras mortas , pois se elas não conseguiram enxergar a cerca, também não conseguiram encontrar alimento, assim acabaram morrendo de fome. O dono das cabras, sem entender tal maldade, fechou a fazenda com muito desgosto.
Anos depois, Fransquinha casou e teve filhos. Descobriu, porém, que estava com um sério câncer muito raro, sem cura . Ela sofreu bastante com muitas feridas se espalhando por seu corpo, seus olhos caíram e o câncer acabou com sua estrutura facial. Ela acabou, por fim, morrendo, sem face e berrando.


ALMAS PRISIONEIRAS

Na rua Professor José Remígio, próxima à escola Luíza Távora, em Quixeramobim, encontra-se a Secretaria de Infraestrutura.
Antigamente, a secretaria era uma cadeia. Muitos já morreram naquele local, acometidos por doenças, maltratos ou assassinatos. O fato é que há uma energia muito negativa naquele lugar, os moradores afirmam escutar vozes, gritos e luzes que acendem e apagam misteriosamente.
À noite, o prédio fica no escuro, devido às enormes árvores antigas, o que torna o ambiente ainda mais assombroso.
As pessoas mais antigas contam que os que morreram naquele lugar cometeram crimes terríveis e, por não terem cumprido a pena em vida, ficaram eternamente aprisionados. Até hoje pedem socorro e suplicam a sua liberdade espiritual.

A ANACONDA DO QUIXERAMOBIM

O açude da Comissão, localizado nas proximidades do bairro Vila Elói e Vila Betânia, em Quixeramobim é muito conhecido pela população por suas águas poluídas. No entanto, nem sempre foi assim, houve um tempo no qual o açude era limpo e as pessoas costumavam tomar banho, como é costume nas cidades interioranas. As crianças e jovens tinham, nos banhos de açude, o seu lazer predileto. Em um certo inverno, estação pouco comum em Quixeramobim, muitas pessoas começaram a relatar a presença de cobras enormes no açude. Tais aparições deixaram os pais preocupados, proibindo a diversão predileta dos filhos.
Segundo moradores, as cobras eram mesmo de assustar, pelo seu tamanho. Certo dia, por volta das cinco e trinta da tarde, um rapaz tomava banho sozinho no açude, quando foi atacado por um animal até então desconhecido. Tentaram-no socorrer, mas o rapaz foi surpreendido novamente pelo animal. Infelizmente já o resgataram sem vida. Muitos que presenciaram a cena afirmam terem visto a cabeça de uma cobra, outros dizem que o bicho era tão feio que não conseguiram descrever, fala-se também em um espírito e outras criaturas sobrenaturais. Até hoje, ninguém conseguiu chegar a um consenso sobre a morte do rapaz.


AS ASSOMBRAÇÕES DO SEMINÁRIO

No antigo seminário de Quixadá, onde antes residiam os seminaristas, aparecia, à noite, o espírito de um pequeno garoto. Reza a lenda que certo padre chegou de seus ofícios e dirigiu-se à cozinha como de costume. Ao chegar, notou a presença de um pequeno garoto negro de aparência apavorante, que lhe pôs medo. O padre, assustado, correu para seu quarto e o menino o acompanhou apressadamente. Enquanto o padre corria pelo enorme corredor, ouvia as enormes risadas daquele ser assustador. Ao entrar no quarto, notou que, debaixo da porta, o menino passava seus dedos por entre a pequena fenda.
Deste dia em diante, esse menino tem a fama de bater nas portas dos quartos que ficam ao longo de um enorme corredor. Quem responde ao seu chamado ouve enormes gargalhadas.
Ainda no mesmo local, um outro padre relatou que vira uma bela mulher de vestido vermelho passar por ele no corredor , mas que ao virar para vê-la novamente, a mesma havia sumido.
No começo, ele não deu muita importância, no entanto, um certo dia, o padre foi encomendar um corpo no cemitério e notou que, entre as pessoas que estavam ali, havia uma mulher de vestido vermelho. Lembrou imediatamente que era a mesma que ele havia visto no seminário e mais uma vez ela desapareceu sem que ninguém a visse .