sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A CRIATURA DA SERRINHA DE SANTA MARIA

Entrevistado: D. Maria da Silva
Ilustrador: Antonio FilhNa localidade de Curralinho, em Quixeramobim, existia um homem chamado Francisco de Assis; o mesmo possuía uma moto e adorava uma aventura em alta velocidade. Sempre ao vir à cidade, ele tinha o costume de andar acima de 100km/h; era muito conhecido pelo seu jeito louco de pilotar.
Em um certo dia, voltando da cidade, já próximo de casa, derrapou e acabou tendo uma morte horrível, quebrando o pescoço, sem chance alguma de sobrevivência, pois vinha em altíssima velocidade. Seu corpo caiu sem vida, próximo a uma pedra, manchando-a de sangue.
Depois de sua morte, muitos moradores dizem ouvir vozes no local, e quando os motoristas passam a noite, sempre avistavam um homem, vestindo roupas brancas, no meio da estrada, próximo à pedra. Por este motivo, a pedra ficou conhecida como Pedra da visagem.

Entrevistador: Ives Francoo da Silva Ribeiro
No múnicipio de Quixeramobim, há décadas, um certo morador chamado Antônio andava como de costume pela região. De repente, depara-se com um ser desconhecido e por curiosidade resolve ir até ele para ver o que seria.
Quando ele se aproxima, encontra um bicho muito estranho, com aproximadamente um metro de altura. Quando percebe a presença do seu Antônio, a criatura foge desesperadamente daquele local.
Passados os dias, o Sr. Antônio logo começa um relacionamento. Noivou, casou-se e teve filhos. Tempos depois, alguns moradores daquela região comentaram sobre um suposto ser que andava criando caos por ali.
A aparição estava matando os animais e bebendo o sangue das galinhas e porcos.
Certo dia, os moradores escutaram o alvoroço dos cachorros que brigavam com um bicho muito estranho, dele ouviam-se uns sons como se fossem uns sinos pequenos. Logo depois, ele foge mata a dentro. Seu Antônio pega sua espingarda e vai atrás do mesmo, levando seus cachorros. Andando na mata, ele acaba encontrando o ser. Os cachorros entraram dentro de um olho d'água e o atacaram, mas não conseguiam deter o bicho.
A solução foi seu Antônio disparar um tiro com sua espingarda. Logo depois de ser atingido, a criatura saiu correndo em direção aos pés de seu Antônio, onde veio a morrer.
Os moradores, ao ouvir o disparo do tiro, correram imediatamente para o local. Chegaram lá e logo se espantaram, pois sua aparência física parecia com a de seres humanos, sua orelha, seus pés e sua sobrancelha. Os braços eram colados ao peito, sua curvatura era côncava e em seu corpo não existia a presença de pêlos.
Eles levaram o corpo do desconhecido e o puseram em cima de um formigueiro,mas asA CRIATURA DA SERRINHA DE SANTA MARIA formigas não o devoraram, nem os urubus o desejaram, acabou se decompondo apenas com o calor do sol.
Depois desse ocorrido, muitos tentaram sem sucesso descobrir o que era o ser estranho da Serrinha de Santa Maria.

Entrevistada:Claúdia Pereira Dos Santos Matias
Entrevistador:Marcelo Augusto Alves Silva 1º Ano “B”
Ilustrador: Leticia Mara da Costa



A PEDRA DA VISAGEM


Na localidade de Curralinho, em Quixeramobim, existia um homem chamado Francisco de Assis; o mesmo possuía uma moto e adorava uma aventura em alta velocidade. Sempre ao vir à cidade, ele tinha o costume de andar acima de 100km/h; era muito conhecido pelo seu jeito louco de pilotar.
Em um certo dia, voltando da cidade, já próximo de casa, derrapou e acabou tendo uma morte horrível, quebrando o pescoço, sem chance alguma de sobrevivência, pois vinha em altíssima velocidade. Seu corpo caiu sem vida, próximo a uma pedra, manchando-a de sangue.
Depois de sua morte, muitos moradores dizem ouvir vozes no local, e quando os motoristas passam a noite, sempre avistavam um homem, vestindo roupas brancas, no meio da estrada, próximo à pedra. Por este motivo, a pedra ficou conhecida como Pedra da visagem.

Entrevistador: Ives Franco
Entrevistado: D. Maria da Silva
Ilustrador: Antonio Filho da Silva Ribeiro

A PERNA CABELUDA

Uma história muito inusitada aconteceu nos anos de 1980, em Quixeramobim. Tudo começou quando um radialista chamado Carlos Salvador noticiou que um casal de namorados que se abraçavam em frente ao cemitério foram assustados por uma misteriosa perna cabeluda.
A notícia logo se espalhou pela cidade e, a cada dia, o locutor anunciava mais uma aparição da perna cabeluda. Muitas dessas aparições aconteciam no bairro da Maravilha. Tal fato causou espanto e medo de quase toda população, que evitava sair de casa com medo da assombração.
Com o tempo, surgiram várias versões sobre o assunto. Há boatos de que havia sido descoberta que a perna cabeluda não passava de uma fraude feita por um homem usando peles de animais. Mas há também quem acredite que tudo era real.

Entrevistadora: Ivyna Drielle Fernandes.
Entrevistado: Paulo César Dias
Ilustração: Antonio Filho da Silva Ribeiro

O TESOURO DA DAMA MISTERIOSA



Em uma localidade próxima à Vila de Fogareiro, conta-se que, na década de 1960, aparecia uma alma penada embaixo de um pé de juazeiro. Uma senhora idosa que viu tal assombração enfrentou o medo e falou com o fantasma. Era uma dama que não lhe proferiu nenhuma resposta. A senhora não desistiu e virou-se novamente para falar, porém aquele ser belo havia desaparecido.
Em casa, a senhora não conseguiu descansar. Passadas as horas, a humilde mulher decidiu ir novamente ao encontro daquela árvore, e na mesma hora encontrou novamente a mulher no local. Rapidamente se dirigiu-se a ela, falando:
-O que fazes aqui, parada? - A bela donzela respondeu:
- Eu não posso sair daqui enquanto não pegar meu tesouro e você tem que me ajudar a desenterrá-lo!
A senhora, tentando ser prestativa, resolveu ajudar a mulher a pegar seu tesouro e desenterrou daquele lugar um baú. Ao entregá-lo, a mulher desapareceu.
Passados os dias, muitos curiosos, que viram a cena da senhora retirando o baú da terra, ficaram curiosos para saber o que ele continha. Ao procurarem a velha idosa para obter informações, frustraram-se, pois a mesma sumiu sem deixar vestígios.

Entrevistador: Alex de Sousa Paiva – 1º Ano A
Entrevistada: Maria do Socorro Alves
Ilustrador: Letícia Mara

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Botija.


     Em uma época em que não se ouvia falar de bancos, quem conseguia juntar algum dinheiro cuidava em escondê-lo de forma que ninguém encontrasse.  
     No entanto, todo apego pelo dinheiro acabava aprisionando a pessoa de tal modo, que mesmo depois de morto não conseguia descansar. Assim, quando o dono de uma “botija” morria, ele tinha que aparecer em espírito ou em sonho, dizendo o local da botija, para que alguém do mundo dos vivos, encontrasse seu tesouro.  
     Dona Maria Gustavo, conta que um dia, seu irmão estava muito cabisbaixo, pensativo e todos perguntavam o que era e ele não respondia nada, no terceiro dia,  ele saiu de madrugada sem que ninguém o visse. Quando amanheceu todos sentiram sua falta  e foram procurá-lo nas matas, próximo à sua casa. 
     Ao chegar perto de uma árvore tinha um buraco bem grande no formato de um caixão, então ele falou que alguém tinha arrancado um botija daquele buraco.  
     Como acreditava os antigos, quem encontrava uma botija, não podia permanecer mais na cidade, teria que sair as pressas, assim aconteceu com o irmão de dona Maria, que até hoje ninguém teve mais notícias.


Aluno-pesquisador: Maria Bruna Madeiro da Silva 2º A
Entrevistado: Srª Maria Gustavo da Silva
Ilustrações: Antônio Cristian Wesley da Silva Viana – 3ºD


Disco voador.


        Meu avô costumava contar muitas histórias, no alpendre de sua casa no distrito de Lacerda. O mundo fascinante de seres encantados  tomava forma e me prendia por horas e horas. Uma das que mais gostava era as histórias sobre os discos voadores.  
        Era mais ou menos assim: No ano de 1938, em uma noite de quinta-feira, em torno das 18:30,  quando Jeremias,  meu tio, saiu para caçar,  tudo parecia tranqüilo, até que ele distraiu-se e ficou muito distante da fazenda. Ao chegar a um ponto quase inabitável, com mata fechada e muitas pedras, ele parou para descansar um pouco e tomar água, quando de repente vê aquele gigantesco e luminoso disco no céu, que vem ao seu encontro. Quando o objeto aproxima-se de sua cabeça, tudo ficou tão claro que chegava a doer os olhos.  
        Jeremias então vê uma pequena janela se abrindo, e começa a correr desesperado à procura de sua casa. Lá chegando, ficou mudo, por uns quatro dias, até que conseguiu falar o que tinha acontecido naquela noite assombrosa.
Depois disso, meu tio nunca mais quis ir a suas caçadas.


Aluno-pesquisador: Maria Bruna Madeiro da Silva
Entrevistado: Cleomar Madeiro da Silva
Ilustrações: Túlio de Castro – 3ºB

A caipora


      Na década de 60, quando eu era mais jovem, na Fazenda Sta Helena, todas as noites se ouviam os assobios da caipora. Em casa, todos ficavam assustados, as crianças choravam e as mulheres rezavam. Aprendi com meu avô que a Caipora assobia à procura de fumo, então, em uma dessas noites, eu decidi lhe pregar uma peça. 
      Preparei tudo do jeitinho que meu avô me ensinou: enrolei o fumo e coloquei no cachimbo, no entanto, misturei com pólvora e quando deu meia noite, hora que geralmente ela assobia, eu me escondi em uma moita perto de uma arvore bem grande, para ver se ela iria cair na ''presepada''.  
      Quando passou um tempinho, a Caipora chegou, olhou prara os lados, pegou o cachimbo meio desconfiado,  colocou na boca e acendeu. Foram segundos bem longos. Chegou a hora mais esperada:  o cachimbo explodiu na boca da caipora, que apavorada, saiu correndo, sem olhar pra traz. Depois disso, nunca mais se ouviu falar de seus assobios .


Aluno-pesquisador: Maria Bruna Madeiro da Silva -2ºA
Entrevistado: Sr. Antônio Madeiro da Silva
Ilustrações: Túlio de Castro -3ºB